terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ela tem sede de rosas. Ela tem fome de risos. Ela quer traçar outros riscos. O que dizer sobre a pergunta séria de Leminski? Parece que sim, meu caro guru. Parece que sim. De repente vem um casanço e uma vontade de fuga. Uma vontade de varar um mundo e de se descobrir,não mais com aquelas cores, que foram lindas, foram importantes e verdadeiras. Mas outro mundo clama, ela sabe. Ela no fundo sempre soube. Ela sempre soube e agora está vivendo isso como se fosse já uma realidade. Vivendo o fim. Ou uma transformação, como o guru desejaria. Em que borboleta ela se tornaria se tivesse mesmo a coragem desse vôo?

Ela tem sede de rosas. Ela tem fome de risos. Ela quer traçar outros riscos. O que dizer sobre a pergunta séria de Leminski? Parece que sim, meu caro guru. Parece que sim. De repente vem um casanço e uma vontade de fuga. Uma vontade de varar um mundo e de se descobrir,não mais com aquelas cores, que foram lindas, foram importantes e verdadeiras. Mas outro mundo clama, ela sabe. Ela no fundo sempre soube. Ela sempre soube e agora está vivendo isso como se fosse já uma realidade. Vivendo o fim. Ou uma transformação, como o guru desejaria. Em que borboleta ela se tornaria se tivesse mesmo a coragem desse vôo?

domingo, 29 de outubro de 2017

Muita coisa me faz chorar. De fato sou uma chorona. De repente vem um sentir de alegria ou de tristeza e me deixo ir em lágrimas. Chorar. Pingo a pingo desfazendo e construindo na materialidade esse meu sentir. Eu sinto. Sinto muito. Tenho estado cansada, muito cansada. Vivo meus dias, como já disse, como uma bolha de sabão, flutuando, vagando por aí. Queria de fato vagar. Por aí. Tudo é com muito esforço. A inércia me chama pra ficar um pouco mais no verde. Ficar na espreita de um cheiro de verde. Me enfeitiço por esse verde. Queria me deixar ir. Mas não posso. É como se levasse o mundo nos meus ombros. Tantas vontades, tantos arrependimentos, tantas vidas que podia ter vivido. Queria mesmo estar vivendo em outra vida. Outras escolhas. Outros sonhos. Sorrisos diversos. Aqui estou só. Me sinto só. Me canso de tudo. Remanso. Queria o cheiro do verde. Queria um verde nas mãos. Aqui, ilhas de verde. Aqui, pouco sorrir. Aqui, muito cansaço e muito fugir.

domingo, 8 de outubro de 2017

As mãos quase não respondem. Os ossos só seguram algo que não se vê lá muito firme. Cai, despenca. Cansaço. Cansaço puro. A semana inteira foi de um polo a outro num mesmo dia. Euforia, entusiasmo, envolvimento para uma total tristeza, desespero. Ainda não entendo a morte. Ainda não entendo o que é deixar de se estar. Entendo muito talvez e por isso mesmo esse quase não estar. O luto pelo que ainda vai ser. O luto paulatinamente sentido. Coisa louca. Parece que se desiste, mas lutar pelo que? Minha cabeça dói, todo o corpo parece flutuar, vou vivendo dia após dia, no presente. Sem muito planejar e nem arrepender. talvez essa tenha sido uma importante lição disso tudo. Mas queria um abraço de um mundo distante. Queria abraçar todo esse mundo. E deixar ir, deixar não estar.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sabe não é de hoje que penso em escrever. Não tenho conseguido muito bem por aqui nem no caderninho escondido. Tanta coisa tenho sentido, vivido, passado. Tanta coisa mesmo! A gente fica meio muda nesses momentos, mas sabe que faz bem escrever. Por pra fora, se entender. É sempre esse ímpeto que me movimenta. Entender. Olha, tem momentos de mansidão sim. Momentos gostosos de sentar no balcão de um teatro, vendo um céu azul, as estrelas começando a tilintintar, bouganville no fundo, música. Momentos que a gente sente a poesia entrando pelos olhos, sorrisos e andares. Muitos momentos vastos assim... De preencher todo o corpo e por eles valer a vida. Vida vida vida. Pra ser vivida. Mas falo com certa tristeza. Uma tristeza que foi se instalando pouco a pouco por quem foi deixando. Pouco a pouco a gente endurece, não é mesmo? Sem perceber. A cada Nao,   a cada fechamento pro risco do encontro com o diferente. A gente endurece por vários motivos. Um deles é por deixar. Tá vendo? Há muito de culpa em mim. A minha mão tem uma marquinha de culpa. Marquinha que mareja o olhar. Ui. Suspirar. Tem cada dia que a gente acorda sem se sentir na pele! Com vontade de rebobinar o Viver, ficar ouvindo musiquinha bonitinha tipo Amélie... Ah, dá vontade muita! Mas não dá não é? A vida pede coragem... Coragem pra abraçar o risco, pra conhecer o diferente, pra sair, sacodir a poeira. A vida pede isso da gente. Senão não dá. Senão, endurece mesmo. E ai não dá. Mas digo pra vida: paciência. Tô saindo, tá? Já vou, ja Vou. Ponho um pouco no automático, um pouco na escolha e já vou. Sempre vou. Até não ir mais.

Escrevi. Mas não tô satisfeita não. Queria escrever mais bonito. De dentro. Vi, um dia vai, paciência que sai. Saio.